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A Meditação

MeditaçãoNos dias de hoje tanto se fala em Meditação, mas qual o propósito essencial desta prática?

O homem moderno, em sua ânsia de conquistas para “chegar lá”, na luta continua contra o relógio e com o tempo cada vez mais corrido, perdeu o contato com a sua própria natureza e a relação com aquilo que é essencial.

Assim, as consequências deste desequilíbrio de relação em todos os âmbitos (físico, mental, emocional e espiritual), chegam de uma forma cada vez mais rápida e intensa através de doenças, crises, suicídios, violência e afins…

A Sociedade nesta era moderna, composta pela maioria dos países industrializados e capitalistas, está cada vez mais condicionada ao piloto automático. A maioria das pessoas não sabem o que querem de suas vidas, de onde vem (sua história e biografia) e nem para onde vão, somente seguem um modelo robótico de vida no sistema (Matrix).

Uma ampla gama de ideais de promessas de felicidades extraordinárias, êxtases, amores loucos, curas milagrosas e consumismo desenfreado são sinais de que algo muito estranho está acontecendo em nossa humanidade.

A grande motivação da maioria das pessoas é a conquista material e seu consequente anseio de prazeres, realizações rápidas, permanência, segurança e certezas. Um mundo de ilusões permeia nossa realidade com chamativos, atrações e tentações para todos os lados que olhamos.

Surge, desta forma, um pedido de “socorro” por esta correria desenfreada e sem limites. É exatamente neste lugar que a meditação aparece. Uma prática desenvolvida há mais de 5 mil anos em templos, ashrams, espaços místicos e religiosos como instrumento de aquietamento mental e conexão espiritual.

A meditação atua hoje como uma grande ferramenta de desaceleração, foco e produtividade em espaços diferenciados como empresas, escolas, hospitais, edifícios, clubes, sites, aplicativos e cursos.

A prática do “Mindfulness” e o processo de desacelerar a mente e o corpo (anti-stress), já se ampliou para os mindfull eating, mindful talking, mindful walking.e mindfull thinking.

A função básica da meditação essencialmente é o desenvolvimento da intimidade consigo (autoconhecimento), através do aquietamento mental e despertar do observador interno. A partir disso, acontece o processo de desautomatização e descondicionamento de hábitos, crenças e posturas.

À medida que vai se conquistando o silêncio interno e a auto-observação, ocorre a possibilidade de aberturas para caminhos mais saudáveis de potenciais latentes e propósitos essenciais de nossas vidas.

Existem catalogados mais de 108 práticas meditativas e todas têm um ponto em comum: o despertar do “observador”. Observar a realidade como está de momento a momento.

A meditação, com a atenção dirigida (a atenção na ação), tem conquistado cada vez mais praticantes no Ocidente e a partir disso, a possibilidade de chegar a um estado de “não-fazer” e apenas “Ser” – o observar.

A prática consiste em trazer a atenção para algum ponto especifico, seja a respiração, o olhar focado, o canto de mantras, a postura, a caminhada zen, a dança, a corrida, a mastigação, o banho, a alguma atividade corriqueira.

O mais importante, além de se praticar em grupos e cursos, é trazer a meditação para o dia a dia. Estar presente a cada ato. Trazer um estado de percepção ampliada do momento presente. Observar sem julgar, querer sem criar expectativas, se relacionar sem apegos ou aversões.

A maioria das tradições espirituais coloca a causa do sofrimento humano no apego (identificação) da mente com alguma situação externa. O desenvolvimento da auto-observação é a chave para se libertar o sofrimento. E a atenção na ação nos oferece a oportunidade de viver uma vida mais plena e focada, por exemplo, quando comemos, comemos; quando bebemos, bebemos, etc.

Quanto maior a atenção relaxada ao momento presente, vamos desenvolvendo mais percepção do propósito por trás da ação e da fala e, por consequência, melhoramos nossa qualidade nas relações e na vida em geral.

Mergulhar no presente momento, simboliza criar a intimidade real de como estamos, de como sentimos, de como interpretamos as situações e neste processo temos que enfrentar muitos desconfortos de nossa biografia e crenças. Porém, normalmente, nossa mente está distraída com a atenção ao passado (melancólica, depressiva) ou ao futuro (preocupada/ tagarela).

Daí, muita gente acaba desistindo de uma prática continua, pois demanda determinação e coragem para questionar, transformar e sair da zona de conforto, apesar do desconforto.

A disciplina é importante no que se refere ao desenvolvimento meditativo. À medida que vamos praticando, despertamos para a possibilidade de ampliar o “observador desapegado” e, assim, acolhermos os processos do viver e suas escolhas com mais sabedoria e consciência.

Através da meditação, é possível modificar a nossa vida em muitos níveis e acessar um campo de infinitas possibilidades e realidades para a nossa sagrada existência.

Você já praticou alguma vez?

Experimente!!

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